
"Bocas que percorriam os corpos, olhos que brilhavam cúmplices, suores que umedeciam os lençóis, aromas que invadiam o quarto, suspiros e gemidos que se ouviam longe. A cama batia na parede e eles riam de quem pudesse ouvir.
Ato consumado ele dormia espalhado, tranquilo. Ela tentava chorar baixo no banheiro, com o corpo ainda suado.
Sabia que não devia, mas a vontade era de pular em cima dele e bater com toda força para que nunca mais esquecesse.
Como alguém que poderia machucar quando quisesse seu útero preferia despedaçar seu coração?
Respirou fundo aos soluços, podia acordá-lo e pedir que explicasse. Mas não havia o que falar, estava tudo ali.
Quanta vergonha! Sabia que bilhetes guardados no armário em caixas, lá devem ficar."
Caio F.
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